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DNA – ácido desoxirribonucleico

O DNA se localiza em 46 cromossomos, que ficam dentro da núcleo de todas as células do corpo. A informação nele contidas se organizam em longas fileiras de moléculas em formato de dupla hélice. Estas fileiras, são mantidas junto com travessas feitas de pares de substâncias químicas denominadas (A) adenina, (G) guanina, (T) timina, (C) citosina. A ordem destas bases dá origem ao código genético e possibilita a produção de cópias exatas de si mesmas.

O DNA possibilita a produção de proteínas necessárias para várias funções  e reações químicas do corpo humano. O RNA (ácido ribonucleico) consegue copiar códigos dentro do DNA para fazer proteínas. É como se o DNA fosse um grande livro de receitas de comida e o RNA o chefe de cozinha. Para fazer um tipo de comida o chefe de cozinha (RNA) faz uma leitura no livro de receitas (DNA) e depois cozinha seguindo a receita obtida. É mais ou menos o que acontece no corpo. Vamos imaginar que uma célula ou outra estrutura precise de algum tipo de proteína como, por exemplo, a hemoglobina, que tem a função de transportar oxigênio e gás carbônico nos glóbulos vermelhos do sangue. Hemoglobina é uma proteína. Para produzir hemoglobina, o RNA faz uma cópia do gen da hemoglobina encontrado no DNA. Ele leva as instruções ou o código de aminoácidos para os ribossomos fora do núcleo da célula e inicia a produção da proteína.

Organismos como plantas, animais, cogumelos, também têm DNA. O material genético nas viroses normalmente também contêm DNA.

Foi Friedrich Miescher (1844-1895) quem descreveu pela primeira vez, uma substância que encontrada no núcleo da célula. Ele conseguiu provar sua teoria, retirando uma substância -  algo que seu aluno Richard Altman chamava de “ácido nucleico” - de espermatozóides de salmão. Eles provaram que a substância veio dos cromossomos. Porém, a função do ácido nucleico e do núcleo da célula não eram totalmente esclarecidos naquela época. Quando  George Mendel descobriu o princípio da herança no início do século 20, ainda não era claro onde os genes ficavam dentro da célula.

Max Delbruck, nos anos de 1930, conseguiu provar com vários testes, que as faculdades dos processos hereditários poderiam mudar quando sofressem radiação. Ele entendeu que a estrutura química dos cromossomos decidia a herança. Só não sabia exatamente como esta estrutura química podia atuar nos processos hereditários. Os experimentos feitos nos nucleicos sempre davam os mesmos resultados: 4 tipos e nas mesmas proporções. Perecia simples demais para constituir a massa hereditária de seres complexos, variados e de todos os tipos.

Nos anos 50, a maioria dos estudiosos de herança genética não focava nos ácidos nucleicos. Francis Crick e James Watson, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e Maurice Wilkins e Rosalind Franklin, do King’s College em Londres, foram alguns dos poucos que continuaram os experimentos com os ácidos de Miescher.

Um grande salto nas pesquisas foi feito quando Erwin Chargaff visitou os experimentos de Crick e Watson e conseguiu com as próprias pesquisas, constatar que os ácidos nucleicos não tinham as mesmas concentrações, mas sim que a proporção de adenina e timina sempre era a mesma entre eles e a de guanina e citosina também. Com isto, conseguiu decifrar que os ácidos formam um espiral com os nucleicos, sempre em pares, ligados um ao outro com pontes. Eles conseguiram publicar a descoberta antes de Franklin, sem dar muito crédito às descobertas dela, mesmo que parte da teoria que eles desenvolveram viesse de pesquisas dela. Algo criticado hoje.

Wilkins, Watson e Crick ganharam o prêmio Nobel de medicina em 1962 devido às descobertas. Franklin já havia falecido na época.

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